21.11.09

Amor ao redor do mundo

1 Indian English - 143
2 English - I love you
3 Afrikaans - Ek het jou life
4 Albanian - Te dua
5 Arabic - Ana behibak (to male)
6 Arabic - Ana behibek (to female)
7 Armenian - Yes kez sirumen
8 Bambara - M'bi few
9 Bangla - Aamee tuma ke bhalo aashi
10 Belarusian - Ya tabe kahayu
11 Bisaya - Nahigugma ako kanimo
12 Bulgarian - Obicham te
13 Cambodian - Soro lahn nhee ah
14 Cantonese Chinese - Ngo oiy ney a
15 Catalan - T'estimo
16 Cheyenne - Ne mohotatse
17 Chichewa - Ndimakukonda
18 Corsican - It tengu caru (to male)
19 Creol - Mi aime jou
20 Croatian - Volim te
21 Czech - Miluji te
22 Danish - Jeg Elsker Dig
23 Dutch - I hou van jou
24 Esperanto - Mi amas vin
25 Estonian - Ma armastan sind
26 Ethiopian - Afgreki'
27 Faroese - E.g. Elski teg
28 Farsi - Doset daram
29 Filipino - Mahal Kita
30 Finnish - Mina rakastan sinua
31 French - Je t'aime, Je t'adore
32 Gaelic - At gra agam ort
33 Georgian - Mikvarhar
34 German - Ich liebe dich
35 Greek - S'agapo
36 Gujarati - Hu tane prem karoo chhoo
37 Hiligaynon - Palangga ko ikaw
38 Hawaiian - Aloha wau IA OI
39 Hebrew - Ani ohev otah (to female)
40 Hebrew - Ani ohev et otha (to male)
41 Hiligaynon - Guina higugma ko ikaw
42 Hindi - Hum Tumhe Pyar Karte hai
43 Hmong - Kuv hlub koj
44 Hopi - Nu' umi unangwa'ta
45 Hungarian - Szeretlek
46 Icelandic - E.g. Elska tig
47 Ilonggo - Palangga ko ikaw
48 Indonesian - Saya cinta padamu
49 Inuit - Negligevapse
50 Irish - Taim I ngra leat
51 Italian - It amo
52 Japanese - Aishiteru
53 Kannada - Naanu ninna preetisuttene
54 Kapampangan - Kaluguran daka
55 Kiswahili - Nakupenda
56 Konkani - Tu magel moga cho
57 Korean - Sarang Heyo
58 Latin - Te amo
59 Latvian - Es tevi miilu
60 Lebanese - Bahibak
61 Lithuanian - Tave myliu
62 Malay - Saya cintakan mu / Aku cinta padamu
63 Malayalam - Njan Ninne Premikunnu
64 Mandarin Chinese - Wo AI in
65 Marathi - Me tula prem karto
66 Mohawk - Kanbhik
67 Moroccan - Ana moajaba bik
68 Nahuatl - In mits neki
69 Navaho - Ayor anosh'ni
70 Norwegian - Jeg Elsker Deg
71 Pandacan - Syota na Kita!!
72 Pangasinan - Inaru Taka
73 Papiamento - Mi at stimabo
74 Persian - Doo-set daaram
75 Pig Latin - Iay ovlay ouyay
76 Polish - Kocham Ciebie
77 Portuguese - Eu te amo
78 Romanian - Te ubesk
79 Roman Numerals - 333
80 Russian - Ya tebya liubliu
81 Scot Gaelic - Tha gra\dh agam ort
82 Serbian - Volim te
83 Setswana - Ke a go rata
84 Sindhi - Maa tokhe pyar kendo ahyan
85 Sioux - Techihhila
86 Slovak - Lu`bim at
87 Slovenian - Ljubim te
88 Spanish - Te quiero / Te amo
89 Swahili - Ninapenda wewe
90 Swedish - Jag alskar dig
91 Swiss-German - Ich lieb Di
92 Tagalog - Mahal Kita
93 Taiwanese - Wa Ga ei li
94 Tahitian - Ua Here Vau Ia Oe
95 Tamil - Nan unnai kathalikaraen
96 Telugu - Nenu ninnu premistunnanu
97 Thai - Chan rak khun (to male)
98 Thai - Phom rak khun (to female)
99 Turkish - Seni Seviyorum
100 Ukrainian - Ya tebe kahayu
101 Urdu - mai aap say pyaar karta hoo
102 Vietnamese - Anh ye^u em (to female)
103 Vietnamese - Em ye^u anh (to male)
104 Welsh - 'Rwy'n dy garu
105 Yiddish - Ikh hob dikh
106 Yoruba - Mo in few..e...
107 Sign Language











3.11.09

Pais e filhos

Limites - Por Mônica Monastério

Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nossos progenitores. E com o esforço de abolir os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreensivos mas, por outro lado, os mais bobos e inseguros que já houve na história. O grave é que estamos lidando com crianças mais "espertas", ousadas, agressivas e poderosas do que nunca.
Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ter, passamos de um extremo ao outro. Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos...
Os últimos que tivemos medo dos pais e os primeiros que tememos os filhos. Os últimos que cresceram sob o mando dos pais e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos. E o que é pior, os últimos que respeitamos nossos pais e os primeiros que aceitamos (às vezes sem escolha...) que nossos filhos nos faltem com o respeito.
Na medida em que o permissivo substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudaram de forma radical, para o bem e para o mal. Com efeito, antes se consideravam bons pais aqueles cujos filhos se comportavam bem, obedeciam a suas ordens e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais.
Mas, à medida que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo, hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco os respeitem. E são os filhos quem, agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem as suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver. E, além disso, os patrocinem no que necessitarem para tal fim.
Quer dizer; os papéis se inverteram, e agora são os pais quem tem que agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso, como no passado. Isto explica o esforço que fazem hoje tantos pais e mães para serem os melhores amigos e "dar tudo" a seus filhos.
Dizem que os extremos se atraem. Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais, a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo ao nos ver tão débeis e perdidos como eles.
Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter, e de guiá-los enquanto não sabem para onde vão. Se o autoritarismo suplanta, o permissivo sufoca. Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os e não atrás, carregando-os, e rendidos à sua vontade.
É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino. Os limites abrigam o indivíduo. Com amor ilimitado e profundo respeito.

23.8.09

As ameaças da briga contra a balança

JORNAL 'A GAZETA ITAPIRENSE'

(Aline de Campos Canto)


A Rede Globo de televisão expôs, com a primeira edição do programa Big Brother Brasil, um dos problemas cada vez mais recorrentes no mundo todo: os distúrbios alimentares. No reality show os telespectadores acompanharam o drama da empresária Leca que tinha acessos de gula e de remorso. Mesmo com um corpo que atendia aos padrões de beleza atuais, a jovem se culpava por comer demais e em seguida tomava laxantes, fazia jejuns e provocava vômitos. Este distúrbio que acometia Leca é a conhecida bulimia, que em casos mais graves pode estar relacionada à anorexia.

Em tempos atuais, quando a luta pela magreza passou a ser incentivada pela mídia, a anorexia e a bulimia tornaram-se mais comuns, atingindo às pessoas mais suscetíveis ao conceito de magreza absoluta como padrão de beleza. “A maioria das vezes as causas destes distúrbios são emocionais, como traumas e pressões sociais, porém também há casos em que são resultados de outras doenças, por exemplo, o câncer. Um dos agravantes da questão é que as informações sobre dietas são variadas na mídia, só que nem sempre são saudáveis e as pessoas decidem por misturar e criar dietas não mantendo uma boa alimentação”, disse Débora Pepe Iorio, de 25 anos, nutricionista.

Ambos os transtornos são as principais causas de morte de mulheres jovens em todo o mundo (na maioria as vítimas são adolescentes), entretanto atingem aos homens também. “Na anorexia a pessoa não come quase nada, resultando em perda de peso além do recomendável, altos graus de desnutrição, anemia, osteoporose. Já quando se trata de alguém com bulimia, há um exagero na quantidade de alimentos ingeridos e depois se culpam, tomando laxantes ou provocando o vomito. Existe ainda o transtorno obsessivo compulsivo em relação à comida, quando o indivíduo tem compulsão por comer o tempo todo, sendo que dão preferência a alimentos muito calóricos”, explicou a nutricionista.

As doenças não escolhem status social, são vários os casos de famosas com estes problemas, como exemplo, a modelo Kate Moss, que já foi hospitalizada por anorexia.

Dada esta falta de distinção, são milhares de anônimos pelo mundo, que vêem suas mães, filhas, tias, primas com dietas e hábitos alimentares nada saudáveis, e que, em grande parte, não reconhecem os limites entre a preocupação com a beleza e a distorção da auto-imagem. Portanto faz-se necessário que os problemas sejam detectados no início (não quando já há uma situação de emergência), para que as doenças não sejam fatais: “em todos os casos o apoio familiar é essencial, entretanto é difícil que os parentes percebam a situação até ela chegar a um ponto crítico, isso porque, normalmente, os acometidos por essas doenças costumam omitir e mentir sobre sua alimentação rotineira”, ressaltou Débora.

Como se tratam de distúrbios de auto-imagem de nada adianta obrigar os doentes a se alimentar ou dizer a eles que ‘estão magros’. “São algumas variáveis que podem modificar a maneira como a pessoa vê a si mesma. Na prática, por exemplo, podem ser mães que queriam ser modelos ou têm esses sonhos embutidos as filhas, tanto que inconscientemente na tentativa de agradar, as meninas acabam com uma fixação por um corpo extremamente magro acometidas por tais distúrbios. Em algumas famílias há também a pressão e monitoramento dos hábitos alimentares para a manutenção e perda de peso até situações extremas, fazendo com que o adolescente, as vezes até mesmo crianças acabem absorvendo a ideia de que estariam acima do peso, o que nem sempre é real”, elucidou Giselly Damasco Menezes de Oliveira, de 23 anos, psicóloga.

Para o tratamento destas doenças é preciso uma equipe multidisciplinar com médicos, nutricionistas, psicólogos, psiquiatras, juntamente com sua família, para recuperar o equilíbrio físico e emocional, assim como a auto-estima da pessoa doente, e paciência dos que a cercam para compreender sua obsessão. “Quanto a parte nutricional do tratamento, o ideal é fracionar as refeições, comer mais vezes em menos tempo e que sejam ingeridas as quantidades adequadas de vitaminas, minerais, fibras, proteínas e carboidratos”, esclareceu Iorio.


Anorexia

A anorexia nervosa é um transtorno alimentar que se manifesta pela forte recusa a se manter um peso corporal saudável. A doente se enxerga gorda, mesmo sendo extremamente magra, então torna-se uma obsessão o ato de perder peso, e a pessoa simplesmente pára de se alimentar, podendo vir a falecer em poucos meses. Dentre as causas para a aparição da doença, destacam-se: predisposição genética, pressão da família e do grupo social e a existência de alterações neuroquímicas cerebrais (nas concentrações de serotonina e noradrenalina).




Bulimia

A bulimia nervosa é um distúrbio alimentar que se manifesta pelo sentimento de culpa em relação à comida. Os bulímicos costumam ter grandes acessos de gula (alguns chegam a ingerir mais de quinze mil calorias em um único dia, sendo que o natural é de, em média, duas mil calorias) seguidos de acessos de rejeição. A pessoa se ‘entope’ de comida e depois provoca vômitos, ingere laxantes e diuréticos, faz longos jejuns e exercícios físicos puxadíssimos. Da mesma forma que os anoréticos, os bulímicos vêem o próprio corpo de maneira distorcida: se vêem gordos no espelho.